Ortopé volta com Tão Bonitinho
19 May 2010 Leave a Comment
in Branding, História das marcas, Movimentos Tags: Brasil, clássicos, jingle, Ortopé, propaganda, Renato Teixeira, Tão Bonitinho
A marca de calçados infantis Ortopé está retomando a clássica música “Tão bonitinho” em sua nova campanha de 2010. O famoso jingle, criado pelo músico Renato Teixeira, marcou a infância de muita gente na década de 80, permanecendo no ar por nove anos consecutivos e consagrando-se como um dos principais exemplos da relação entre música e propaganda no Brasil.
A ação da Ortopé desta vez visa não só atingir o público adulto, os pais da atualidade, mas também fidelizar o público da nova geração.
Mais de 20 anos depois do lançamento da primeira versão da campanha Tão Bonitinho, o jingle agora tem novo arranjo musical feito pelo próprio Renato Teixeira. A composição faz parte do repertório de mais de 1,5 mil jingles criados pelo músico.
Ellesse, 51 anos
01 Apr 2010 Leave a Comment
in História das marcas Tags: Boris Becker, Centauro, Chris Lloyd, Ellesse, Guillermo Vilas, Perugia, Rossi
Fundada na cidade de Perugia, pertinho de Roma, a grife teve seu primeiro sucesso com uma calça de esqui, a Jet Pant, confeccionada num tecido stretch que era novidade na época. Em seguida, a empresa resolveu investir sua filosofia e design no mundo do tênis e se tornou um grande patrocinador de campeões como Boris Becker, Chris Lloyd e Guillermo Vilas.
Em 2008, saiu um livro sobre a história da marca, relatada pelos grandes campeões do desporte mundial. “Ellesse, história de um mito made in Italy, relatada pelos seus protagonistas” é o título da obra que ilustra com relatos e fotos reunidas por Gianfranco Ricci, a trajetória da empresa que vestiu atletas como o jogador de futebol italiano Paolo Rossi (carrasco do Brasil na Copa de 82), os tenistas Boris Becker e Corrado Barazzutti e o esquiador italiano Gustavo Thoeni.
Hoje, a Ellesse pertence ao grupo Pentland e está presente em cento e setenta países. Aqui no Brasil, quem traz a marca é a rede de lojas Centauro, que recebe produtos das linhas para academia, corrida e natação, assim como tênis e acessórios.
Melona conquistou o paladar dos brasileiros
03 Mar 2010 Leave a Comment
in História das marcas Tags: Brasil, coréia, coreano, liberdade, melona, São Paulo, sorvete
A história do picolé Melona começou em 1998 no Brasil quando o coreano CHOONG YEULL LEE, que vive no país há mais de 30 anos, importava o sorvete. Na época, Choong só fazia vendas simbólicas nas poucas lojas de produtos coreanos no país. Lançado em 1991 na Coréia do Sul, o MELONA teve uma rápida aceitação, e hoje vende, naquele país, uma média de 2 milhões de unidades por ano.
Em 2007, HENRIQUE LEE, irmão mais novo de CHOONG, fundou a M-CROSS para distribuir e disseminar o MELONA. Foram suficientes 10 novos pontos no bairro da LIBERDADE em São Paulo, onde os “first adopters” puderam experimentar o produto e passear com o picolé verde pela feirinha de domingo que se realiza no bairro.
Durante anos as vendas do MELONA no Brasil permaneceram estacionadas em 80 mil unidades por ano. A partir de 2007, do “viral”, e providências complementares, 480 mil unidades foram vendidas naquele ano, e só no primeiro trimestre de 2008, 320 mil unidades. Só não bateu na casa dos 400 mil por conta da greve da Receita Federal que reteve um container com 80 mil picolés.
Hoje é possível encontrar o picolé Melona em diversos bairros de São Paulo, incluindo restaurantes por kilo e padarias.
Sal Cisne
18 Feb 2010 3 Comments
in História das marcas Tags: História, sal, Sal Cisne
A marca de sal Cisne, produzido pela Refinaria Nacional de Sal S. A., nas salinas de Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro, surgiu em 1953 numa região reconhecida como uma das áreas mais propícias para a produção de sal no Brasil, graças a suas características naturais: relevo plano; sol praticamente o ano todo; baixo índice de pluviosidade e a existência da lagoa de Araruama, que além de ser salgada, tem o índice de salinidade maior que o do mar.
A fábrica da refinaria, no entanto, instalou-se em 1949, com o objetivo de produzir sal refinado a vácuo, a partir da salmoura feita na Salinas Ponta do Costa. Isto representou uma inovação no processo de fabricação de sal local, já que na época só se produzia sal grosso.
A produção do sal Cisne começou numa instalação comprada na Alemanha com capacidade de produzir 50 toneladas de sal refinado a vácuo por dia.
O sal que estava destinado a se tornar líder do mercado brasileiro já trazia algumas novidades para os consumidores, como sua embalagem em saquinhos plásticos de um kilo.
Ao longo da história, o sal sempre teve um papel estratégico. Monarcas e governantes controlavam a especiaria com mãos de ferro. Na França, o povo era obrigado a comprar sal diretamente dos armazéns do rei, que estipulava o preço de maneira arbitrária. A taxa, conhecida como gabelle, foi extinta após o rei ter sido decapitado durante a Revolução Francesa.
Tão valioso, o sal ganhou um significado quase sagrado. Tornou-se sinônimo de graça, espírito, sabedoria, pureza e hospitalidade. O poeta grego Homero chamou-o de “divino”. O filósofo Platão definiu-o como a “substância cara aos deuses”. “Vós sois o sal da terra”, diz a Bíblia. Os hebreus selavam seus acordos trocando sal. Os beduínos, na Arábia Saudita, não atacavam um homem cujo sal haviam partilhado alguma vez.
Tanto hebreus, quanto gregos e romanos, costumavam salgar os sacrifícios oferecidos aos deuses. Nesses rituais está a origem de uma das superstições mais comuns da Antigüidade: se o sal era derrubado na hora do sacrifício, isso prenunciava má sorte.
Nos dias de hoje, os casados sabem muito bem como é comer sal junto. ; – )
Aviação: uma manteiga de verdade
01 Feb 2010 1 Comment
in História das marcas Tags: Aviação, Brasil, laticínios, manteiga
A Laticínios Aviação (GONÇALVES SALLES S.A. INDUSTRA E COMÉRCIO) teve sua origem em 1920 atuando no comércio de secos e molhados por atacado sediado na cidade de São Paulo e também na indústria de laticínios em especial na fabricação de manteiga em lata na cidade de Passos, interior de Minas Gerais.
Fundada por Antonio Gonçalves, Oscar Salles e Augusto Salles teve seu nome escolhido em homenagem as primeiras empresas aéreas que se instalavam no Brasil.
A manteiga da latinha, conhecida por sua tradicional embalagem de cor alaranjada, passou apenas por pequenas alterações desde a época de sua fundação. Uma delas foi o avião estampado na lata, que no início era um biplano monomotor, mas por volta dos anos 40 passou a ser um trimotor que continua até hoje como símbolo da marca.
A partir de 1975 a empresa passou a concentrar-se exclusivamente na fabricação de produtos originados do leite, com destaque para a manteiga. Foi nesse ano que a empresa lançou no mercado sua linha de queijos e posteriormente o doce de leite. Hoje em dia é possível encontrar também o requeijão Aviação nas prateleiras dos supermercados.
O grande salto de investimento da empresa, no entanto, foi em 1995 com a aquisição de um moderno equipamento para fabricação e envase de manteiga. De um processo quase que artesanal a empresa passou a ter o todo o processo de manteiga automatizado e com características de não perder a qualidade e sabor do produto.
Hoje com 220 funcionários, a Aviação encontra-se sediada em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais, região estratégica por se tratar de uma das maiores bacias leiteiras do país e de fácil acesso aos pontos de distribuição.
PHEBO: um sabonete dos Deuses
21 Dec 2009 Leave a Comment
in História das marcas Tags: Granado, Phebo, Procter, sabonetes, Sara Lee

A história do sabonete PHEBO começou em 1930 em Belém do Pará, com o ambicioso sonho de dois primos, Antônio Lourenço da Silva e Mário Santiago, portugueses radicados no Brasil, que resolveram criar um sabonete brasileiro que fosse tão bom quanto os ingleses e franceses, considerados na época os melhores do mundo. Os dois primos desenvolveram então um sabonete à base de glicerina, formato oval, transparente e escuro, além de luxuosamente embalado, inspirado no Pear’s Soap (sabonete inglês muito popular).
O sabonete foi lançado oficialmente no mercado com o slogan “sabonete de charme inglês” e recebeu o nome PHEBO por causa do Deus do Sol da mitologia grega que irradia calor e energia. Mais tarde seria também adotado como nome da empresa.
Depois de passar pelas mãos de empresas multinacionais como Procter & Gamble e Sara Lee, a essência original do produto se perdeu e o faturamento caiu para R$ 36 milhões. Em 2004, a PHEBO foi comprada pela Granado Laboratórios, fundada em 1870, que trouxe de volta aos consumidores a tradicional fórmula da marca e seu perfume original.
Fiat 147: o primeiro automóvel brasileiro movido a álcool
23 Jul 2009 6 Comments
in História das marcas Tags: anos 90, álcool, bicombustível, Brasil, Fiat, Fiat 147, Flex, Gasolina, Itália, petrobras

Há 30 anos o Brasil ganhava o primeiro carro movido a álcool. Foi em julho de 1979 que o Fiat 147 chegou ao mercado nacional. O compacto da montadora italiana chegou às concessionárias brasileiras quatro meses depois que os 16 primeiros postos de combustível começaram a receber o álcool.
Até 1987, quando o 147 parou de ser produzido, foram vendidos mais de 120 mil unidades do modelo. Como o preço do combustível era, no mínimo, cerca de 50% mais barato que a gasolina, o carro foi bem aceito entre os consumidores.
Em 1986, quase 90% dos carros que saiam de fábrica no País eram movidos a álcool. No entanto, a queda do preço do petróleo e o aumento do preço do açúcar, fizeram cair a produção do álcool combustível e a frota de veículos acabou sofrendo com o desabastecimento. Resultado: a credibilidade foi abalada e, durante os anos 90, a produção de veículos a álcool caiu para apenas 1% do total.
Mas os motores bicombustíveis chegaram a partir de 2003, fazendo explodir a produção de álcool a partir da cana de açúcar. Hoje, os veículos flex representam 88% das vendas de automóveis e comerciais leves no País.
A evolução da logomarca da Texaco
06 Apr 2009 Leave a Comment
in História das marcas Tags: Estados Unidos, Gasolina, Marca, Petróleo, Shell, Texaco

Por onde anda a Sulfabril
02 Mar 2009 1 Comment
in História das marcas Tags: Anos 80, Blumenau, Confecção, Os Trapalhões, Pura Onda, Santa Catarina, Senha, Sulfabril, Têxtil

Presença constante na TV nos anos 80, principalmente aos domingos no intervalo do programa Os Trapalhões, a marca de roupas Sulfabril está há muito tempo sumida da mídia nacional, mas mantém uma forte atuação no Sul do Brasil na produção e comercialização de artigos com fibras de algodão e sintéticos. Hoje em dia, além da Sulfabril, a empresa localizada em Blumenau (SC) conta com duas outras marcas no seu portfólio: Pura Onda e Senha.
Quem viaja pelo sul do Brasil percebe claramente que a estratégia da Sulfabril está restrita ao mercado regional, principalmente com campanhas em mídia exterior. Além disso, a marca é presença constante em feiras e eventos do setor têxtil.
Fundada no dia 23 de janeiro de 1947 pelo empresário Paulo Friztche, a então Sociedade Sulfabril conta hoje com um parque industrial composto por unidades de malharia, tinturaria, estamparia e confecção em Blumenau, além de uma unidade de confecção na cidade de Ascurra (SC). A empresa gera 1.200 empregos diretos.
A evolução da marca Shell
06 Feb 2009 1 Comment
in História das marcas Tags: Evolução, Marcas, Petróleo, Shell





